Astrobiologia

vida inteligente

A astrobiologia é um ramo da ciência que estuda a vida terrestre e extra terrestre. Até pouquíssimo tempo atrás tinha muito pouca respeitabilidade por se tratar de uma área extremamente espinhosa da ciência pela falta de objetos e pela dificuldade de provar as coisas, tanto que a cientista Eleanor Ann Arroway que inspirou o papel de Jodie Foster no filme “Contato” foi muito ridicularizada por participar do programa SETI que busca por sinais extra terrestres.
Apesar desse passado, é um campo de estudo que cresce muito hoje em dia e que gera muita curiosidade pois toca em questões de origem e de identidade. Interessante que os Gregos pensaram sobre esse mesmo assunto com muita propriedade há mais de 3.000 anos.
Afinal, a Terra é um planeta extraordinário ou um planeta “comum” ?
Ninguém até hoje sabe a resposta. A única coisa que sabemos é que nosso planeta conseguiu concatenar uma enorme diversidade de fatores para estabelecer a vida.
A astrobiologia especula apenas sobre formas de vida que conhecemos, com bioquímica parecida e tal, até porquê provavelmente não saberíamos reconhecer uma forma de vida muito discrepante da que estamos acostumados a lidar.
O programa Origins da NASA busca respostas para as questões que envolvem a origem do universo, do sistema solar, da vida. Uma forma de testar hot spots por exemplo é analizar se existe nos planetas uma atmosfera saturada de oxigênio, ver a densidade do oxigênio, o espectro atmosférico, etc.
Mas como buscar por vida fora do nosso planeta? Afinal, o que é vida?
Até hoje não existe uma resposta única e bem definida para isso. Como a rigor, se você não define um objeto, você não faz ciência, nós fazemos uma chamada categorização operacional e tentamos nos fixar às propriedades de vida, que são: auto-reprodução (memória), permanência (instinto de sobrevivência) , integralidade (sistemas complexos com funções e subsistemas bem definidos que interagem entre si), autopoiesis (capacidade de se metabolizar), e ter equilíbrio (interage com o meio e a estrutura permanece). Mas esses critérios não são exclusivos de vida, sistemas computacionais e ate reações de cristais chegam a possuir até 4 dessas propriedades.
A vida é teleonômica, ou seja, parece que foi exatamente projetada para fazer o que faz, o que sugere a existência de um projetista, é morfogenética, não precisa de referência externa, tem toda informação na sua própria estrutura, e possui autoreprodução invariante, ou seja, permite a evolução.
Mas será mesmo que a vida existe apenas na Terra?
É óbvio que não. Já foi detectada “vida” microbiótica fora daqui, e também, vida “simples” surge com muita facilidade
Existem aproximadamente 100 bilhões de galáxias, cada uma com 10 bilhões de estrelas, o que nos sugere algo em torno de 10 sextilhões de estrelas. Esse é o argumento mais forte da escola otimista da astrobiologia, os outros principais argumentos são que a química da vida e a energia são abundantes no universo (no interior das nebulosas existem todos os ingredientes), e também há evidência da facilidade do surgimento da vida na Terra, pois nosso planeta tem aproximadamente 4.5 bilhões de anos de idade e a vida já existe por aqui há 4 bilhões de ano, e é renitente pois sobreviveu há diversos períodos de grandes extinções. Outro fato curioso é que há 2 bilhões de anos atrás a Terra passou por um período de “infertilidade” para um boo de vida celular complexa (isso aconteceu em apenas 0.5 bi de anos), parece que em um determinado momento um limiar chave foi atingido e a vida explodiu de forma mais elaborada por aqui.
A escola pessimista, por outro lado, argumenta que a nossa Terra não seria tão medíocre assim, e que vida é relativamente fácil de surgir, mas vida complexa nos tardou 4 bilhões de anos. Tendo em vista que o universo tem 13 bilhões de anos, a margem não é tão grande para que tanta complexidade prosperasse em abundância. Outro argumento é o “the great silence” ou o motivo por que nunca nenhuma civilização tentou entrar em contato ou emitiu sinais com padrões definidos de comunicação. Enfim eu particularmente não gosto dos argumentos da escola pessimista, acho pouco convincente e prepotente, ainda mais se tratando do tamanho da nossa ignorância perante ao que nos é desconhecido.
Outro passo nessa jornada pela busca de vida fora daqui consiste em elaborar um protocolo para planetas que sejam considerados habitáveis.
Os ingredientes essenciais são: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, energia e água líquida.
Buscamos por carbono por ele ser o único átomo capaz de formar cadeias complexas, entre si, e com outros elementos. E ele funciona bem em água hehe. Mas num ambiente em que o carbono não funciona bem, o silício poderia funcionar. É possível que exista vida baseada em amônia, silício…
Enfim é um assunto intrigante e muito fascinante…um ponto importante nesse blábláblá assunto todo é que a complexidade é um parâmetro não conservado no universo , não se sabe se a complexidade tem valor de sobrevivência, já que ser complexo não implica em ser necessariamente melhor. Imagina se um asteróide atinge a terra e causa um grande estrago, provavelmente todos nós iríamos morrer e no entanto as bactérias iriam sobreviver. Os dinossauros tiveram um história de sucesso, viveram por aqui por cerca de 150 milhões de anos, os peixes já estão por aqui há 400 milhões de anos, e a nossa espécie ainda não foi posta a prova de verdade… portanto não devemos esbanjar por aí que somos melhores do que ninguém hahaha ;D

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